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Características

Araneae ( do grego arachne) é a segunda  (ordem) mais numerosa da classe Arachnida, a qual inclui as espécies conhecidas pelo nome comum de aranhas ou araneídeos. São artrópodes que possuem oito pernas e quelíceras que injetam veneno. São encontradas em todos os continentes (com exceção da Antártica) e se estabeleceram em praticamente todo tipo de ambiente terrestre. Anatomicamente, as aranhas são diferentes dos outros artrópodes no plano corporal ou tagmose. Possuem dois tagmas, o cefalotórax e o abdome, unidos por uma estrutura pequena e cilíndrica, o pedicelo. Diferente dos insetos, as aranhas não possuem antena. Possuem o sistema nervoso mais centralizado dentre os artrópodes. Produzem teias que variam bastante em tamanho e forma. A seda das aranhas é um combinado de leveza, força e elasticidade, sendo superior aos materiais sintéticos.
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A Ordem Araneae, a qual as aranhas pertencem, é um dos maiores grupos animais no que diz respeito à sua diversidade. Essas predadoras estão distribuídas por todo o mundo, existindo em nosso país mais de 12 mil espécies. São muito importantes no controle populacional de diversos invertebrados – inclusive insetos.

Em razão de a maioria das espécies construírem teias, desempenhar estratégias muito surpreendentes de predação, e também possuir veneno, são animais que, além de curiosidade, despertam medo nas pessoas. Entretanto, acidentes não são tão frequentes, e ocorrem quando estes se sentem ameaçados. Por isso, é necessário ter bastante cuidado, por exemplo, ao calçar um sapato sem antes verificar se não há nada dentro dele.

Três são os gêneros das aranhas peçonhentas encontradas no Brasil: Phoneutria, Latrodectus e Loxosceles; abrigando as armadeiras, viúvas-negras e aranhas-marrom, respectivamente. A partir destes dados, outra informação importante é a de que aranhas caranguejeiras não inoculam veneno.

Há duas subordens: Opisthothelae (a mais diversa e abundante, que contém os táxons Mygalomorphae, as caranguejeiras, e Araneomorphae, as aranhas modernas), e Mesothelae, a qual contém apenas a família Liphistiidae, constituída de aranhas asiáticas raramente avistadas. Existem cerca de 40.000 espécies de aranhas1 , o que a torna a segunda maior ordem dos Aracnídeos, atrás da ordem Acari (ácaros). Essas 40.000 espécies são divididas em mais de 100 famílias, sendo que cerca de 30 delas são consideradas perigosas para o homem. No entanto, são poucas as espécies que inoculam veneno e são de fato perigosas para os humanos. Cientistas vem pesquisando o uso de venenos de aranha na medicina e como pesticidas não poluentes.
Aranha

A maior aranha do mundo

A maior aranha do mundo é a Theraphosa blondi (Latreille, 1804), que chega a medir até 20 centímetros de envergadura e a menor é a Patu digua (Forster & Platnick, 1977), da Colômbia, que tem o tamanho da cabeça de um alfinete. As aranhas têm se tornado símbolos comuns na arte e mitologia, simbolizando paciência, crueldade e criatividade.

Reprodução

Os machos são conhecidos por uma variedade de complexos rituais de corte para evitar serem comidos pelas fêmeas. Em espécies que tecem teias, padrões de vibrações na teia fazem parte desses rituais, enquanto padrões de toque em diferentes partes do corpo da fêmea são importantes para muitas aranhas que caçam, pois podem “hipnotizar” a fêmea. Gestos e danças do macho são importantes para aranhas saltadoras, que possuem uma excelente visão. Se a corte for bem sucedida, o macho injeta o esperma com o pedipalpo na abertura genital da fêmea, o epígino, na parte inferior do abdome. Machos da maioria das espécies sobrevivem a algumas cópulas, limitadas principalmente por seus curtos períodos de vida. Fêmeas tecem ootecas de seda, cada um contendo centenas de ovos. Fêmeas de muitas espécies cuidam de seus filhotes, por exemplo carregando-os junto a si ou compartilhando alimento com eles. Aranhas reproduzem-se sexuadamente e a fertilização é interna, mas indireta. Ao contrário de muitos artrópodes terrestres, aranhas macho não produzem espermatóforos prontos, mas tecem pequenas teias onde eles ejaculam e assim tranferem o esperma para os pedipalpos. O sistema reprodutivo das fêmeas varia de tubos simples a sistemas que incluem receptáculos seminais, onde elas estocam o esperma. Fêmeas põem até 3.000 ovos em uma ou mais ootecas de seda, que mantém a umidade constante. Em algumas espécies a fêmea morre após a postura, mas em outras espécies elas protegem as ootecas fixando-as em suas teias, escondendo-as em ninhos, carregando-as na quelícera ou fixando-as na fiandeira . As aranhas passam o estágio larval dentro do ovo e eclodem como jovens, pequenos e imaturos, mas com uma forma similar ao adulto. Algumas aranhas cuidam de sua prole e fêmeas de algumas espécies respondem ao comportamento de implorar por alimento de suas crias . Como outros artrópodes, as aranhas precisam realizar muda para crescer. Em algumas espécies, os machos acasalam com fêmeas que acabaram de realizar muda, que estão fracas demais para exibir qualquer comportamento agressivo contra os machos .
Ooteca caranguejeira

Ovos de carangueijeira

Alimentação e Estratégias

As aranhas possuem presas na porção distal das quelíceras, que são utilizadas para inoculação do veneno, produzido em glândulas na porção basal da quelícera. A família Uloboridae perdeu sua glândula de veneno, e mata suas presas com seda. As aranhas possuem um intestino estreito e podem ingerir somente alimentos líquidos, por isso possuem filtros para impedir que os sólidos entrem. Há dois sistemas diferentes de digestão externa: a injeção de enzimas digestivas provenientes do intestino médio na presa, e então sugar os tecidos digeridos líquidos, deixando para trás a carcaça do animal; ou moer a presa até virar uma “polpa” usando as quelíceras e a base dos pedipalpos enquanto molha a presa com enzimas digestivas. Nessas espécies, as quelíceras e os pedipalpos formam uma cavidade pré-oral que abriga o alimento que está sendo processado. O estômago localizado no cefalotórax funciona como uma bomba que empurra o alimento no trato digestório. O intestino médio é repleto de cecos digestivos. Muitas aranhas excretam ácido úrico, que pode ser excretado como um material seco pelo ânus. Túbulos de Malpighi filtram os compostos nitrogenados do sangue na hemocele para a excreção. Essa estratégia permite a conservação de água e evoluiu independentemente dentre muitos artrópodes. Algumas aranhas primitivas da sub-ordem Mesothelae e infra-ordem Mygalomorphae, retém os nefrídios ancestrais dos artrópodes, que usam grande quantidade de água para excretar os compostos nitrogenados na forma de amônia.

Várias evidências sugerem que as aranhas evoluíram em condições de privação alimentar19 . Podem passar por longos períodos de tempo em jejum, consumir grande número de presas quando estas estão disponíveis, expandindo consideravelmente o abdome, reduzir o metabolismo e sua taxa de crescimento20 . Essas características sugerem que as aranhas descendem de um ancestral selecionado por ambiente com baixa disponibilidade de alimento. Atualmente, essa situação não é muito diferente, e a maioria das espécies vive em estresse alimentar na natureza. Assim, é de se esperar que características morfológicas e comportamentais evoluam para aumentar a capacidade de captura de presas, minimizando o gasto energético para isso 21 . No geral as aranhas são predadoras, principalmente de inetos e outras aranhas. Mas uma espécie herbívora, Bagheera kiplingi, consegue mais de 90% de sua demanda alimentar consumindo as folhas de acácias, planta que muitas vezes apresenta associação benéfica com formigas. Foi constatado que a ocorrência dessa aranha na planta somente ocorre quando as formigas estão presentes . Jovens de algumas famílias como Anyphaenidae, Corinnidae, Clubionidae, Thomisidae e Salticidae se alimentam de néctar. Esse tipo de alimentação previne dos riscos adversos da prática da predação e elimina custos de produção de veneno e enzimas digestivas24 . Algumas espécies também se alimentam de artrópodes mortos, teias e sua própria exúvia. Pólen capturado pelas teias também podem servir de alimento.
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As estratégias de captura de presas variam desde armadilhas com seda adesiva, mimetizando a presa para evitar a detecção, ou caça ativa. Maioria das aranhas distinguem a presa pela vibração, mas caçadoras ativas possuem a visão aguçada. Uma das estratégias é conhecida como “senta-e-espera”, em que as aranhas permanecem paradas em um local à espera de presas móveis. Essa forma de forrageamento permite ao predador economizar o máximo de energia entre uma captura e outra, mantendo o metabolismo baixo. Para esse predador, mecanismos que aumentem sua capacidade de detecção e subjugação de presas (fios de seda) são extremamente úteis25 . Todas as aranhas são capazes de produzir teias, para os mais diversos usos, mas o uso mais conhecido é o de matéria-prima para a construção de armadilhas para as presas. A estrutura e funcionamento dessas armadilhas variam muito entre diferentes grupos de aranhas. A estratégia de captura de presas mais conhecida é a com teias adesivas. Os diferentes posicionamentos de construção de teia proporcionam diferentes tipos de alimento na mesma área. Teias horizontais capturam insetos que voam da vegetação rasteira para cima, enquanto teias verticais capturam insetos que voam na horizontal. Aranhas construtoras de teias possuem uma visão não muito boa, mas são extremamente sensíveis às vibrações. Fêmeas da aranha aquática Argyroneta aquatica constrói teias em forma de sino embaixo da água, que são preenchidas por ar e são usadas para digerir a presa, fazer a muda, cópula e maturação de ovos. Vivem praticamente nesses sinos, saindo somente para capturar presas que tocam a teia26 . Membros da família Deinopidae tecem teias muito pequenas, que seguram encolhidas entre os dois primeiros pares de pernas. Quando a presa é detectada, a ataca e estica a teia para captura-la . Algumas fêmeas do gênero Mastophora constroem teias que consistem somente numa única “linha de trapézio”, na qual fazem a patrulha. Também constroem linhas ligadas a uma bola de seda muito adesiva. Emitem substâncias que mimetizam ferormônios de mariposas, e balançam as bolas nas mariposas atraídas. Apesar de errarem 50% das vezes, conseguem capturar uma boa quantidade de alimento numa noite. As aranhas digerem as bolas e depois constroem novas . Machos e juvenis não constroem as bolas adesivas, mas também emitem ferormônios e capturam as mariposas com as pernas dianteiras . Liphistiidae, as aranhas alçapão (família Ctenizidae) e tarântulas são predadoras de emboscada que espreitam em tocas, geralmente fechadas por alçapões e cercadas por teias de seda que as alertam no caso de aproximação de presas . As aranhas caçadoras do gênero Portia mostram sinais de inteligência na escolha de estratégias, além da habilidade de desenvolver novas estratégias32 . Aranhas que mimetizam formigas desenvolvem abdomes mais finos e falsas cinturas no cefalotórax para mimetizar os três tagmas das formigas. O primeiro par de pernas mimetizam as antenas e o corpo é coberto de pelos reflectivos, mimetizando seu corpo lustroso. Também mimetizam o andar em zigue-zague das formigas e as aranhas que são saltadoras deixam de saltar. A mimetização, além de estratégia de captura de alimento, também funciona como proteção contra predadores de aranhas que reconhecem as presas pela aparência. A aranha Amyciaea, quando está caçando, atua como uma formiga morrendo para atrair as formigas operárias. Após matar uma formiga, a aranha segura o corpo da presa entre ela e o grupo de formigas atraídas para evitar ser atacada.


Fisionomia e Morfologia Editar

As aranhas pertencem ao filo dos artrópodes e ao subfilo chelicerata. Sendo artrópodes, possuem o corpo segmentado com membros articulados, cobertos com uma cutícula de quitina e proteínas, e região cefálica composta por vários elementos que se fundem durante a fase embrionária2 . O corpo das aranhas é formado por dois tagmas: um deles, chamado cefalotórax ou prossoma (nos insetos este segmento encontra-se separado em mais dois tagmas - cabeça e tórax) e o outro chamado opistossoma ou abdome . Estes dois segmentos são ligados por uma pequena secção cilíndrica, o pedicelo. A zona superior (dorsal) do cefalotórax é coberta por uma única carapaça convexa, enquanto a parte inferior (ventral) é coberta por duas placas planas, o esterno e o lábio. Apesar de não segmentada, a carapaça possui um sulco cervical, a fóvea torácica, que delimita fronteira entre a porção da cabeça e a do tórax . Esta reentrância se estende até o interior da carapaça em uma espécie de cone cuticular, que serve de ponto de inserção dos músculos dorsais do estômago. O padrão de fusão dos segmentos para formar a cabeça dos quelicerados é único entre os artrópodes. Estudos dos desenvolvimento embrionário indicam que o prossoma é formado pela fusão de seis segmentos5 . O que normalmente seria o primeiro segmento da cabeça desaparece numa fase inicial do desenvolvimento, por isso a falta de antenas, típicas de muitos artrópodes.

A “cabeça” abriga os olhos, as quelíceras e os pedipalpos. A maior parte das aranha possuem oito olhos (Salticidae), porém dois (Dysderidae), quatro (Tetrablemma) ou seis (Caponiidae) deles podem estar ausentes, e, em algumas aranhas de caverna, todos estão ausentes (Sinopoda scurion). Normalmente, os olhos se dispõem em duas fileiras curvas (às vezes três) e são chamados de olhos anteriores laterais, olhos medianos laterais, olhos posteriores laterais e olhos posteriores medianos. Os olhos podem ainda encontrarem-se agrupados em uma elevação chamada de cômoro ocular. A quantidade, tamanho dos olhos e os padrões de disposição dos mesmos são de grande importância na classificação sistemática das aranhas. A área entre a fileira anterior de olhos e o fim da carapaça é chamada de clípeo .
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Aranha armadeira

As quelíceras são os únicos apêndices à frente da boca dos cheliceratas, eles não possuem qualquer coisa que possa funcionar diretamente como maxilas . As quelíceras das aranhas têm duas secções e terminam em presas, que normalmente são venenosas e dobráveis para trás da parte superior quando não estão em uso. Ambos os lados das quelíceras são frequentemente armados com dentes cuticulares, usados pelas aranhas para macerar suas presas. O número e a quantidade de dentes são usados na caracterização taxonômica. As quelíceras apresentam também outras funções em diferentes grupos de aranhas, como cavar buracos, carregar ovos, transportar presas pequenas e até mesmo possuem papel em alguns rituais de acasalamento. Normalmente, os machos possuem quelíceras maiores do que as das fêmeas. As quelíceras podem ser classificadas como ortognatas, labidognatas ou plagiognata. Ortognatas são quelíceras paralelas que se movem somente no plano longitudinal, como a das caranguejeiras, já as labdognatas são opostas que se movem no plano transversal e as plagiognatas apresentam disposição intermediária.

Os primeiros apêndices atrás da boca são chamados pedipalpos e têm diferentes funções dentro do grupo chelicerata, tendo grande importância na captura de presas. Os pedipalpos das aranhas são apêndices bastante pequenos cujas bases atuam como uma extensão da boca. São semelhantes a pernas, porém faltam-lhes o segmento correspondente ao metatarso. Os pedipalpos podem apresentar algumas modificações importantes. As aranhas do sexo masculino têm as últimas secções maiores que as das fêmeas para a transferência de esperma. As coxas dos pedipalpos, denominadas enditos ou maxilas, são estruturas modificadas para participar do processo de trituração do alimento. As secções superiores costumam ter cerdas que filtram os pedaços sólidos do seu alimento, já que as aranhas apenas podem alimentar-se de líquidos8 . As pernas das aranhas são constituídas de sete segmentos distintos. A parte mais próxima ao cefalotórax é a coxa, seguido pelo trocanter, fêmur, patela, tíbia, metatarso e tarso, que termina em duas ou três unhas dependendo da família. A unha do meio é importante para aranhas de teia, sendo usada para segurar os fios de seda, é a única unha a tocar na teia. Geralmente, as pernas frontais (pares 1 e 2) são longas, e o primeiro par de pernas é usado para explorar o ambiente. Essa capacidade sensorial das pernas é devido a presença de pêlos que cobrem densamente seus segmentos distais . Muitas aranhas caçadoras possuem densos tufos de pêlos nas pontas das pernas abaixo das unhas, denominados escópula. A escópula é fundamental para que as aranhas possam andar sobre superfícies verticais lisas, como o vidro de uma janela, ajudando as aranhas a explorarem maior variedade de ambientes. Apesar da maioria dos artrópodes usarem músculos para flexionar suas pernas, as aranhas ainda usam pressão hidráulica para estendê-las, uma herança de seus ancestrais pré-artrópodes. Como resultado disso, aranhas como cefalotórax perfurado não podem estender suas pernas e as pernas de uma aranha morta se enrolam. O abdômen é mole e oval e não mostra qualquer sinal de fragmentação, exceto na subordem Mesothelae, cuja única família viva, Liphistiidae, tem placas segmentadas na superfície superior . O cefalotórax e o abdome estão unidos por um pequeno pedicelo cilíndrico que permite que o abdome se mova livremente enquanto produz seda para a construção de teias, que são cinco vezes mais fortes do que o aço no mesmo diâmetro. Além disso, a teia pode ainda se esticar quatro vezes mais que seu comprimento inicial e podem resistir à água e a temperaturas até -45 °C sem se romperem. No abdome há apêndices que foram modificados em fiandeiras que liberam seda por até seis glândulas de seda. As quelíceras das aranhas têm duas secções e terminam em presas, que normalmente são venenosas e dobráveis para trás da parte superior quando não estão em uso. As aranhas desenvolveram diferentes anatomias respiratórias, podendo possuir pulmões foliáceos, tráqueias, ou ambos para realizar as trocas gasosas, dependendo do grupo ao qual pertencem. De modo geral, as aranhas mais primitivas (subordem Mesothelae e superfamília Orthognata) possuem dois pares de pulmões foliáceos e ausência de traquéias. As Araneomorphae apresentam somente um par de pulmões foliáceos e/ou um sistema de tubos traqueais. Os pulmões estão localizados apenas no segundo ou no segundo e terceiro segmentos do opistossoma, abrindo-se exteriormente por meio de espiráculos e internamente por átrios. Já as traquéias, também se abrem por meio de espiráculos e são localizadas no terceiro segmento do opistossoma. As traquéias podem ser de dois tipos: crivadas ou tubulares. As crivadas são derivadas dos pulmões foliáceos, consistindo em átrio e espiráculo. Já as tubulares consistem em tubos ramificados ou não, que surgem individualmente da superfície dos espiráculos. A maioria das aranhas apresentam este último tipo de traquéia, que evoluíram de pulmões foliáceos ou apódemas ocos. Os gases movem-se para dentro e para fora do átrio, primariamente por difusão através dos espiráculos, podendo a ventilação ser auxiliada por músculos. Ambos os órgãos para trocas gasosas são invaginações do exoesqueleto para dentro da hemocele. A hemocele é uma cavidade que passa por praticamente todo o corpo da aranha (visto que as aranhas são animais celomados, com celoma reduzido a pequenas áreas em torno do sistema reprodutivo e excretor) e é por onde o sangue flui. O coração é um tubo muscular dorsal presente na parte anterior do abdômen, sendo o sangue descarregado na hemocele por uma artéria que se abre na extremidade posterior do abdômen e por artérias que passam através do pedículo e abrem em várias partes do cefalotórax. Portanto, as aranhas possuem sistemas circulatórios abertos. O sangue de muitas aranhas que possuem pulmões foliáceos contém o pigmento respiratório hemocianina para tornar o transporte de oxigênio mais eficiente.

Espécies

Curiosidades Editar

  • Existem 37.600 espécies de aranhas conhecidas.
  • As que têm veneno nocivo ao ser humano pertencem ao gênero Latrodectus, Loxosceles e Phoneutria - todos encontrados no Brasil - além das espécies Atrax. As Latrodectus são as temidas "viúvas-negras"; as Loxosceles são chamadas de "arranhas-marrons" e as do gênero Phoneutria são conhecidas como "aranhas-armadeiras".
  • A maior espécie é a Theraphosa blondi, uma aranha-caranguejeira que, esticada, chega aos 26 cm de comprimento. Ela vive nas Guianas e nos estados do Amazonas, Amapá e Pará.
  • O órgão sexual da aranha macho está localizado no final de suas patinhas.
  • O sangue das aranhas é transparente, e chamado de hemolinfa. Por ele circulam oxigênio, nutrientes e hormônios. O coração dos animais é apenas um tubo cercado por um músculo.
  • As aranhas não são insetos e, sim, aracnídeos. Isso porque elas têm 8 patas, enquanto todos os insetos possuem 6.
  • A aranha marrom possui pernas finas e longas, e costuma se esconder em roupas, sapatos e cantos secos, quentes e escuros da casa e do quintal. Seu nome científico é Loxosceles. Seu veneno causa, depois de 12 horas, inchaço, dor e vermelhidão. Caso a vítima não tome soro, o quadro pode se complicar e resultar em problemas no fígado e rins ou até a morte.
  • As principais subordens de aranhas caranguejeiras são as Mesothelae e Mygalomorphae. Elas são grandes, cabeludas e dotadas de pelos urticantes, que ao contato com a pele provacam irritação e ardor.
  • A viúva-negra talvez seja a espécie mais famosa de aranha. As fêmeas costumam devorar os machos após o acasalamento. Acredita-se que isso facilita o trabalho de colocar os ovos.

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